quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

e-Book saindo do forno. Aguardem lançamento em breve!


 Foi com método e sistema que o mundo foi dividido entre quem pode e quem não, quem manda e quem obedece; quem sabe e quem ignora, quem produz e quem consome. Foi a crença na escassez que fundou a divisão entre povos concorrentes, num planeta dividido entre fartos e famintos, entre impérios e colônias; inseridos e excluídos, castas, classes sociais. Foi a falta de empatia que moldou nossas cidades num cenário fracionado entre abundância e penúria, entre conforto e miséria. E assim, dessa maneira, a vida foi ordenada.

O caderno do filho
Alberto Centuriáo

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Coaching para vencer a Depressão???

 Há quanto tempo você está deprimido? Esta é a primeira questão a ser colocada pelo Coach. Quando começou essa depressão? Trata-se de um estado de ânimo pontual, ou é algo mais persistente, que se mantém há mais tempo? Sua depressão é do tipo que vai e volta? Que se alterna com ciclos de euforia?

Essas perguntas são importantes, porque o estado depressivo continuado, prolongado ou oscilante, pode ser sintoma de um quadro clínico sério, a demandar tratamento clínico com um psiquiatra, neuropsiquiatra ou psicólogo. Diante de um caso semelhante, que pode sinalizar um quadro de depressão crônica, bipolaridade, transtorno borderline ou outros distúrbios de comportamento, o dever do Coach é orientar seu coachee a buscar tratamento com um profissional de saúde especializado, por uma das muitas formas de psicoterapia, com eventual apoio medicamentoso. Em alguns casos, é aconselhável suspender o processo de coaching até que a psicoterapia proporcione alguma estabilidade.

Como já dissemos em outros artigos, a psicoterapia tem por objeto ajudar o sujeito a resolver questões mal resolvidas do passado, a fim de torná-lo operacional, emocionalmente estável e produtivo no presente. Já o coaching tem por objeto ajudar o indivíduo a identificar seus potenciais e definir as metas que pretende realizar no futuro.

Em que situações o Coaching pode ajudar?

Por outro lado, se o estado deprimido é pontual; desânimo, nostalgia intermitente ou falta de estímulo para enfrentar os desafios do dia, então o Coaching pode ser um instrumento muito útil para ajudar a pessoa a mudar seu estado de ânimo, que é frequentemente ocasionado pela falta de perspectivas ou pela falta de nexo entre os objetivos estabelecidos e os valores pessoais(1).

Qual a perspectiva Coaching para o desânimo?

Se a pessoa não tem metas que a desafiem é natural que esteja desanimada. Havendo metas definidas, pode ser que essas metas estejam em contradição com os valores pessoais do sujeito; se essa contradição interna não for equacionada, faltará motivação para agir.

Como o Coach aborda essa questão?

Primeiro é preciso fazer perguntas para ajudar o coachee a identificar com clareza as causas do desânimo. Verificar se ele tem uma percepção nítida dos seus desejos e planos para o futuro, se tem clareza do que pretende realizar, das mudanças que deseja fazer na sua vida. Sendo esse o caso, o caminho natural será prosseguir com os questionamentos até que a pessoa acesse seus potenciais e identifique a maneira mais prazerosa de canalizar esses potenciais para a realização pessoal. Definida uma direção a seguir, o próximo passo será o apoio ao coachee para a definição de metas desafiadora e possíveis de serem alcançadas. Em seguida, validar essas metas perante os valores pessoais do coachee, para garantir a motivação no médio e longo prazos. Ter metas nítidas e desafiadoras é altamente motivador.

Outra situação desanimadora ocorre quando a pessoa tem metas definidas, porém essas metas foram estabelecidas sem levar em conta seus valores, talentos e anseios. Frequentemente os planos são traçados em termos práticos, visando resultados objetivos, seguindo conselhos de pessoas bem-sucedidas ou tendências do mercado de trabalho, ou ainda por respeito a tradições e conveniências familiares. Ocorre que nem sempre o mais conveniente será o mais satisfatório. Cada indivíduo tem suas tendências, desejos, valores e preferências. O que é ótimo do ponto de vista objetivo pode tornar-se insuportável quando contraria esses traços da individualidade.

O trabalho do Coach começará por uma verificação da ecologia da meta(2), de modo que o coachee identifique os fatores de incongruência causadores do desânimo. Feito isso, ajudar o coachee a inventariar talentos, sonhos e os recursos pessoais que já tem e os que ainda lhe faltam para alcançar os objetivos capazes de lhe proporcionar satisfação. Esse inventário possibilitará ajustar os objetivos anteriormente estabelecidos, ou descartá-los em troca de novos objetivos mais satisfatórios e motivadores. Esse caminho levará à definição de novas metas de resultado, plenamente alinhadas com o código de valores internos do coachee, produzindo um estado de ânimo intensamente motivado.

Então as metas vencem a depressão?

Quando a tristeza e o desânimo forem causados pela falta de perspectivas, ou por perspectivas insatisfatórias, sim. Metas alinhadas com as tendências, os desejos, os valores e as preferências pessoais são estimulantes fortíssimos para a produção do coquetel de hormônios que estimulam o organismo a agir, reagir e interagir com maior intensidade, como a ocitocina, a serotonina, a endorfina, a dopamina e a adrenalina.

Entretanto, como dissemos no início, quando a depressão for causada por trauma, psicose ou transtorno neuropsíquico, é assunto para psicólogos, neurologistas e psiquiatras.

∞8∞

(1) Valores pessoais são referenciais éticos, indicativos de certo ou errado, vale a pena ou não vale, devo ou não devo etc. Quando a meta é validada por um valor pessoal, haverá motivação para alcançá-la. Se a meta não for validada por esse código de ética pessoal, a tendência é que se perca motivação durante o processo. Voltarei ao assunto em outro artigo.

(2) Sobre a ecologia da meta falarei em um próximo artigo, pois o assunto merece atenção. Refere-se ao caráter benigno que a meta deve ter, a fim de ter validade a longo prazo; é importante verificar se a meta não poderá, de algum modo, causar dano a terceiros ou ao próprio sujeito.

∞8∞

Quer fazer uma pergunta para o Coach? Mande sua mensagem para albertocenturiao@gmail.com .

 

Quem é Alberto Centurião?

Coach certificado pela Sociedade Latino Americana de Coaching e International Association of Coaching−Institutes, com especialização em coaching executivo e liderança coach.

Autor dos livros:

Brasil 500 Anos de Mau Atendimento – Ombudsman, a face da empresa cidadã –Call Center ao alcance de todos − Livrinho! (Micropoemas) – O Caminho, Uma história de Coaching (E-book).

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Coaching Nutela X Coaching Raiz


 

Você sabe o que é Coaching? Não sabe? Mais ou menos? Tem uma vaga ideia?

Sabe o que aconteceu quando a música sertaneja começou a fazer sucesso e o estilo brega entrou em decadência? Sim, você sabe. Ocorreu uma migração em massa de artistas bregas para o estilo sertanejo, resultando no surgimento de um gênero novo, que incorporava elementos importados do pop com os arranjos vocais em terça para traduzir aquela interminável dor-de-corno que os bregas tanto amam e faz parte do seu DNA. Foi aí que os músicos sertanejos de origem, aqueles legítimos herdeiros dos “caipiras” nutridos no nosso folclore e que fizeram um esforço heroico para obter o reconhecimento da música sertaneja, reagindo a esse processo de descaracterização, criaram o termo “sertanejo raiz” para identificar o produto original, sem aditivos e adulterações. E chamaram de “sertanejo nutela” a toda corrente que incorporava modismos de ocasião.

Pois é, foi isso que aconteceu com o Coaching, um nome estranho para uma metodologia nova, que começou a ganhar visibilidade no Brasil exatamente quando começou a ser questionada a eficácia da literatura de autoajuda e dos palestrantes motivacionais. Percebendo seu mercado ameaçado pelo desgaste da imagem, esses profissionais precisavam de uma nova roupagem, uma nova denominação, um novo rótulo, para continuarem a vender “a qualidade de sempre, agora em nova embalagem”. Nos modismos do RH, o Coaching era a bola da vez... E logo uma legião de palestrantes motivacionais, treinadores indoor e outdoor, terapeutas disso e daquilo, consultores comportamentais, gurus e xamãs formaram fila para vestir o novo figurino, afixando adesivos de COACHING em letras brilhantes nas suas latinhas que continham exatamente o mesmo conteúdo de sempre. A velha latinha, AGORA COACHING! A qualidade de sempre, agora em nova embalagem.

E foi assim que surgiu a onda do Coaching Nutela, que se alastrou feito praga, descaracterizando o termo Coaching a ponto de virar piada. Ante o ridículo atroz a que sua atividade vem sendo exposta em todos os meios de comunicação, por conta das inúmeras bizarrias e esquisitices apregoadas e praticadas em seu nome, resta aos coaches de origem, quando questionados, a mesma resposta dos sertanejos fiéis a suas origens:

Hoje tem dois tipos de Coaching no mercado – o Coaching Raiz e o Coaching Nutela. Ou, para os mais antigos, Coaching Viúva Porcina, a que era sem nunca ter sido.

Alberto Centurião

Coach certificado pela Sociedade Latino Americana de Coaching e International Association of Coaching−Institutes, com especialização em coaching executivo e liderança coach.

Autor dos livros:

Brasil 500 Anos de Mau Atendimento – Ombudsman, a face da empresa cidadã –Call Center ao alcance de todos − Livrinho! (Micropoemas) – O Caminho, Uma história de Coaching (E-book).

sábado, 16 de janeiro de 2021

Coaching é treinamento motivacional?

Coaching não é “treinamento motivacional”. Aliás, não é treinamento e não se insere entre as chamadas “técnicas motivacionais”.

Como acontece com toda novidade que dá certo, o termo Coaching vem sendo vítima de apropriação indébita por grande número de oportunistas que procuram se revestir do pretenso prestígio que isso lhes possa render.

O mesmo fenômeno aconteceu com o termo consultor, que foi banalizado à exaustão, até ser esvaziado do sentido técnico. Hoje qualquer vendedor ou prestador de serviços se autodenomina consultor disto, consultor daquilo.

Havia um segmento próspero no mercado de palestras, cursos e orientação pessoal/profissional, denominado genericamente de auto-ajuda, ou autoajuda, após o novo acordo ortográfico. Porém esse termo foi sendo descaracterizado por conta da massificação, perdendo prestígio e credibilidade à medida que mais difuso se tornava. Com a decadência do mercado de autoajuda, muitos “palestrantes e treinadores motivacionais” trataram de pegar carona na nova estrela em ascensão... E o Coaching era a bola da vez.

 O fato do Coaching não ter um nome correspondente em português em mesmo em inglês demanda explicações, já que o termo Coach se aplica a uma considerável gama de profissionais e atividades, que inclui cocheiros, técnicos de esportes e treinadores em geral, facilitou a transferência da geleia geral para a rotulagem Coaching. Como se dizia antigamente, “a qualidade de sempre agora em nova embalagem”.

O Coach não é um treinador, nem um motivador profissional. Não confundir com o coach de esportes, ele sim um treinador. Para entender que é o Coach (do Coaching), é preciso primeiro entender o que é Coaching.

Coaching é uma metodologia de apoio individualizado para a identificação e o desenvolvimento das potencialidades do Coachee, com vistas à definição e atingimento de metas pessoais. Coachee é como se chama o cliente no processo de Coaching.

É importante esclarecer que Coaching não é uma técnica, mas uma metodologia, ou seja, uma forma de abordagem que se abre para a aplicação de inúmeras técnicas dialógicas, vivenciais e processuais, empregadas pelo Coach com a finalidade de franquear ao Coachee o acesso aos próprios recursos pessoais, bem como à identificação de seus propósitos e alinhamento desses propósitos com os valores pessoais.

A finalidade dessa abordagem é estabelecer um roteiro seguro de evolução pessoal, seja na esfera profissional ou existencial, definindo metas de resultado a serem alcançadas em decorrência da realização das metas de processo sequencialmente estabelecidas. Simplificando: Compreender a situação atual para, a partir dela, estabelecer uma situação desejada, ou Meta de Resultado. Uma vez conhecidos o ponto de partida e o ponto de chegada, é hora de traçar um roteiro de viagem, ou Plano de Ação, para a jornada realizadora.

É fácil perceber que esse processo resultará em um estado motivado, porém decorrente da autoestimulação e não de estímulos externos ou práticas artificiosas. Uma Meta de Resultado livremente escolhida pelo Coachee, após validação pelo código pessoal de valores, resultará em comprometimento e empenho na sua realização.

Nos próximos artigos entraremos em detalhes sobre os múltiplos aspectos envolvidos no desenvolvimento do Coaching.

 

Quer fazer uma pergunta para o Coach? Mande sua mensagem para albertocenturiao@gmail.com .

sábado, 9 de janeiro de 2021

– Coaching serve para quê? Para quem?

 Você está satisfeito/satisfeita com a carreira? Já chegou à posição profissional que sempre quis? Sua vida está do jeito que você deseja e a saúde, uma maravilha? Você pensa que “se melhorar estraga”? Ou... Gostaria de conquistar uma posição de maior destaque? Está pensando em mudar de carreira? Precisa planejar a vida pós-aposentadoria? Tem um sonho ainda não realizado? Está diante de um novo desafio? Precisa tomar uma decisão difícil? Quer mudar de vida? Tem um sonho a realizar, mas desconfia da sua capacidade?

Coaching é o instrumento para você dar uma guinada na vida e avançar em direção às suas metas. Que metas? Seu coach vai ajudar você a defini-las. Coaching é para quem deseja mudar. Ou, mais do que isso, precisa mudar. Pode ser que você já tenha uma ideia clara do que deseja. Ou pode estar apenas insatisfeito com a situação atual, ou numa fase em que a vida exige mudanças. Pode estar a viver um fim de ciclo, ou o início de um novo ciclo e tem necessidade de lançar um olhar estratégico sobre a situação para planejar o futuro.

 − Lembrando sempre que a meta é sua, o caminho é seu e você é a única pessoa que pode percorrê-lo.

Para entender o que é o Coaching, é bom entender primeiro o que não é.

Coaching não é “treinamento motivacional”. O coach não é um treinador, nem um motivador profissional. Não confundir com o coach de esportes, ele sim um treinador.

Não é psicoterapia, que focaliza a saúde mental (emocional, cognitivo, comportamental) do sujeito. O foco do Coaching é a identificação e realização das metas pessoais.

Não é consultoria, consultor é um especialista em orientar, aconselhar, dizer o que deve ser feito. O Coach não decide nem orienta, no Coaching as escolhas são todas do cliente, é você quem toma as decisões.

Coaching não é uma técnica, mas sim uma metodologia de abordagem e alinhamento da realidade pessoal do coachee, como nossos clientes são chamados. Isso significa que existem protocolos a serem respeitados em um processo estruturado que tem como ponto de partida a situação atual do coachee, passa pela identificação e definição de metas a serem alcançadas e pela construção de um projeto pessoal, ou plano de ação a ser implementado por ele para alcançar sua meta.

O Coaching se fundamenta em alguns princípios:

1) A pessoa mais indicada para decidir como a vida deve ser vivida é o próprio sujeito; 

2) A opinião do Coach é irrelevante, as únicas respostas que importam são as respostas do cliente; 

3) O Coach trabalha com o mapa mental e os valores pessoais do Coachee, sem impor a ele suas próprias referências.

Mas então, afinal de contas, o que é o Coaching?

Coaching é uma metodologia de atendimento individual para a identificação de potencialidades, definição de propósitos e realização de metas pessoais.

Coaching é sobre mudanças. É para quem deseja ou precisa mudar.

 

Nas próximas semanas voltaremos ao assunto.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Reflexão para um ano que agoniza em pleno corredor do calendário

 

 

Tem doença que mata e doença que maltrata. Tem a que maltrata e não mata e a fatal, definitiva, que mata sem maltratar. Tem ainda as mais cruéis, que matam devagarinho, por gosto de maltratar.

Doença de qualquer tipo a gente não quer passar. Mas, sendo que não tem jeito, se desse para escolher, cada um pensa dum jeito, prefere a morte ou sofrer. Uns querem a morte súbita, liquidar logo a fatura. Outros pedem a doença crônica, que arrasta sua asa negra no diário desconforto que transforma o organismo num estorvo requintado, dolorido e repisado.

Mas, seja qual for, a escolha pode ser contrariada. Quem tem saúde já sabe que essa alta é provisória e que um dia chega a hora de baixar enfermaria. Quando adoece, não sabe se a morbidez é benigna – que só maltrata e não mata – ou contém malignidade.

Se for benigna, ainda resta saber se crônica ou aguda: Se tortura lentamente ou dói tudo de uma vez.

Diagnóstico acertado também não é garantia, pois tem muita cura em falta na medicina hoje em dia. E o marketing da saúde, quando faz o lançamento de uma nova terapia, logo inventa nova síndrome, que conduz ao consultório nova leva de pacientes que se tornam portadores

de um novo mal incurável, mas que pode ser tratado, permitindo ao pobre diabo viver quase normalmente, se tomar alguns cuidados e a sua ração diária dos remédios receitados, de uso restrito e continuado.

A doença leva dor ao doente e seu entorno, que sofre, por empatia, de perda súbita ou dó. Tem doença de varejo, que pega uma só pessoa. E tem outras, de atacado, que logo vão produzindo estatísticas sinistras que adornam o noticiário.

Tem distúrbio bem discreto, que causa uma dor secreta. E tem os escandalosos, que, mais que ser dolorosos, maltratam a criatura exibindo-lhe a figura em situação humilhante, enquanto não chega o dia de levá-la à sepultura.

Ter doenças ninguém quer, mas ninguém delas escapa, seja homem ou mulher. E o que mata um vivente, para outro não é nada. Uns curam-se do incurável, outros partem desta vida por um simples resfriado.

Os tratamentos variam conforme a fé do coitado. Uns creem na medicina, outros dela desconfiam. Uns querem curar o corpo e outros, desencantados, procuram, resignados, tratamento paliativo ou terapia que ajude seu espírito cansado a resistir bravamente ante a tortura cruel, sem esperança de cura.

Seja qual for a doença, desconforto ou agonia, isso é coisa de nascença, que se aprende desde cedo a suportar todo dia. A cura definitiva, a remissão radical, por mais estranho que seja, é algo que ninguém quer. Todos temem essa hora, o doente em agonia implora por mais um dia vivendo na enfermaria. Preferem a recidiva que a alta definitiva: ter seu óbito atestado e registrado em cartório.

Mas raciocine comigo, colega de enfermaria: Se o corpo vive doente, entra e sai do hospital, então livrar-se do corpo será saúde, afinal? Será, viver neste mundo, necessário tratamento para males mais profundos? Estaremos, talvez, (− Quem diria!) numa grande enfermaria, onde uns tomam remédio, outros fazem cirurgia, alguns inspiram cuidados e outros, mais agravados, vivem presos a aparelhos, monitorados de perto pela equipe do plantão?

Não sei, nem devo saber se isto faz algum sentido. Cada um sabe de si e do texto sabe o leitor. Mas veja se não ocorre muita gente ser curada de morbidezas da alma quando sente a morte perto, rondando-lhe a cabeceira? Ou quando a dor lancinante trespassa o seu organismo?

Não lhe parece também que algumas chagas da alma cicatrizam quando o corpo em chagas se desmilingue? Ou que algumas pessoas melhoram sensivelmente enquanto o corpo adoece?

Mas nem sempre isso acontece, eu concordo com o leitor. Tem quem sofre e não aprende e o que aprende sem sofrer. Sucede que se esta vida for mesmo um grande hospital, terapias alternativas devem estar disponíveis. Que se trate como quer, do jeito que lhe aprouver.

Concordo que algumas vezes a gente não tem escolha, mas será que nesses casos a escolha foi sendo feita aos poucos, devagarinho, assim definindo o caminho que conduz à enfermaria?

Peço, releve o leitor assunto tão enfermiço, inda mais numa hora destas, em cima do fim do ano, quando todos fazem planos e formulam seus desejos de saúde e coisas boas.

É que hoje estou sorumbático, talvez um tanto apreensivo, pensando que estar no mundo deve ter algum motivo.

Mas saibam que neste corpo, mesmo que meio imperfeito, meu coração bate forte, em código Morse afetivo, mensagens esperançosas de quem busca nas palavras a cura da minha alma, palmo a palmo com a sua, nesta drágea de poesia.

AC- Sampa, 31/12/12.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Propósito Pessoal Para 2021


Promessas de Ano Novo nem sempre são cumpridas. Já se perguntou por quê?

Final de ano... Período complexo, de um ano em que os ritmos da vida foram drasticamente alterados, interrompidos, quebrados...

Quer você esteja em monástico recolhimento na intimidade silenciosa da sua quarentena, ou em febricitante expectativa para pular as ondinhas na imprudência de uma praia superlotada, o fato é que a passagem de ano induz à reflexão sobre a vida, numa avaliação quase contábil do quanto avançamos no ano que se finda, formulando propósitos a serem cumpridos no novo ano em perspectiva.

Entra dia, sai dia, porém, entra ano e sai ano... E as promessas frequentemente acabam caindo no vazio do esquecimento. Por que será?

Claro que existem circunstâncias impeditivas ou novos caminhos que se abrem... Mas o que mais frequentemente acontece é que você simplesmente esquece a promessa tão fervorosamente formulada. Sabe por quê? Porque não era importante. Discorda de mim? Acredita mesmo que o propósito estabelecido tinha grande importância? Talvez sim, talvez fosse importante... Mas será que era realmente importante para você? Pense bem se não havia alguma coisa mais importante a atrair sua atenção e canalizar seus esforços?

Se você pretende cumprir as promessas de Ano Novo, verifique se os propósitos formulados são realmente importantes... Para você.

Perguntas para a formulação de propósitos de Ano Novo:

1.      Quanto eu já realizei até aqui?

a.      Quais as minhas principais conquistas anteriores?

b.      Quais as minhas competências?

2.      Qual o meu propósito a ser realizado em 2021?

a.      Está ao meu alcance essa realização?

b.      Por que isso é importante?

c.       Existe outro objetivo mais importante, que poderá distrair minha atenção do propósito estabelecido?

d.      Em caso afirmativo, seria esse o meu verdadeiro propósito para 2021?

e.      Eu realmente desejo essa conquista?

f.        Isso é realmente importante para mim?

g.      Eu realmente desejo isso?

h.      O que eu vou conseguir com isso?

i.        O que tenho a ganhar? E a perder?

j.        Quão intensamente feliz eu vou me sentir?

3.      O que já tenho e o que me falta para alcançar meu propósito?

a.      Quais as minhas melhores habilidades?

b.      Talentos e qualidades que posso aproveitar melhor?

c.       Conhecimentos que me faltam?

d.      Habilidades que preciso desenvolver?

e.      Quais as mudanças de hábitos envolvidas no meu propósito?

4.      Qual o passo a passo para alcançar o que quero?

a.      Posso fazer um fracionamento mensal da minha jornada?

b.      Estabelecendo uma linha do tempo para criar um cronograma de ações... O que farei em janeiro? / Em fevereiro? / Em março...???

c.       O que posso fazer ainda hoje, que dependa só de mim, para dar o primeiro passo dessa jornada, provando a mim mesmo o meu engajamento?

d.      Como saberei que estou avançando? Existe um modo de eu monitorar o processo mês a mês, a fim de confirmar o progresso ou me alertar para atrasos no processo?

5.      Qual a minha flexibilidade no processo?

a.      Quais as minhas reservas extra... De recursos? De conhecimentos?

b.      Qual o meu grau de disposição para as necessárias mudanças de hábitos?

c.       Existe um plano B?

d.      Eu desejo realmente mudar?

6.      Como eu me sentirei em dezembro de 2021, tendo conseguido meu propósito?

a.      EU QUERO?

b.      EU POSSO?

c.       VAI SER BOM?

                                                                          i.      Para mim?

                                                                        ii.      Para os outros envolvidos?

d.      EU MEREÇO?

Esse questionário é uma boa referência do que o seu Coach perguntaria a você em uma sessão para definir os propósitos para o Ano Novo.

Feliz VOCÊ em 2021!

 

Quer fazer uma pergunta para o Coach? Mande sua mensagem para albertocenturiao@gmail.com .

 

Quem é Alberto Centurião?

Coach certificado pela Sociedade Latino Americana de Coaching e International Association of Coaching−Institutes, com especialização em coaching executivo e liderança coach.

Autor dos livros:

Brasil 500 Anos de Mau Atendimento – Ombudsman, a face da empresa cidadã –Call Center ao alcance de todos − Livrinho! (Micropoemas) – O Caminho, Uma história de Coaching (E-book).