Foi com método e sistema que o mundo foi dividido entre quem pode e quem não, quem manda e quem obedece; quem sabe e quem ignora, quem produz e quem consome. Foi a crença na escassez que fundou a divisão entre povos concorrentes, num planeta dividido entre fartos e famintos, entre impérios e colônias; inseridos e excluídos, castas, classes sociais. Foi a falta de empatia que moldou nossas cidades num cenário fracionado entre abundância e penúria, entre conforto e miséria. E assim, dessa maneira, a vida foi ordenada.
Nsta página tratamos de temas relativos à atividade que desenvolvemos no ambiente corporativo - Coaching, Consultoria, T&D, Teatro-treinamento.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021
e-Book saindo do forno. Aguardem lançamento em breve!
Foi com método e sistema que o mundo foi dividido entre quem pode e quem não, quem manda e quem obedece; quem sabe e quem ignora, quem produz e quem consome. Foi a crença na escassez que fundou a divisão entre povos concorrentes, num planeta dividido entre fartos e famintos, entre impérios e colônias; inseridos e excluídos, castas, classes sociais. Foi a falta de empatia que moldou nossas cidades num cenário fracionado entre abundância e penúria, entre conforto e miséria. E assim, dessa maneira, a vida foi ordenada.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2021
Coaching para vencer a Depressão???
Há quanto tempo você está deprimido? Esta é a primeira questão a ser colocada pelo Coach. Quando começou essa depressão? Trata-se de um estado de ânimo pontual, ou é algo mais persistente, que se mantém há mais tempo? Sua depressão é do tipo que vai e volta? Que se alterna com ciclos de euforia?
Essas
perguntas são importantes, porque o estado depressivo continuado, prolongado ou
oscilante, pode ser sintoma de um quadro clínico sério, a demandar tratamento clínico
com um psiquiatra, neuropsiquiatra ou psicólogo. Diante de um caso semelhante,
que pode sinalizar um quadro de depressão crônica, bipolaridade, transtorno
borderline ou outros distúrbios de comportamento, o dever do Coach é orientar
seu coachee a buscar tratamento com
um profissional de saúde especializado, por uma das muitas formas de
psicoterapia, com eventual apoio medicamentoso. Em alguns casos, é aconselhável
suspender o processo de coaching até que a psicoterapia proporcione alguma
estabilidade.
Como já
dissemos em outros artigos, a psicoterapia tem por objeto ajudar o sujeito a
resolver questões mal resolvidas do passado, a fim de torná-lo operacional,
emocionalmente estável e produtivo no presente. Já o coaching tem por objeto
ajudar o indivíduo a identificar seus potenciais e definir as metas que
pretende realizar no futuro.
Em que situações o Coaching pode
ajudar?
Por outro
lado, se o estado deprimido é pontual; desânimo, nostalgia intermitente ou
falta de estímulo para enfrentar os desafios do dia, então o Coaching pode ser
um instrumento muito útil para ajudar a pessoa a mudar seu estado de ânimo, que
é frequentemente ocasionado pela falta de perspectivas ou pela falta de nexo
entre os objetivos estabelecidos e os valores
pessoais(1).
Qual a perspectiva Coaching para
o desânimo?
Se a pessoa
não tem metas que a desafiem é natural que esteja desanimada. Havendo metas
definidas, pode ser que essas metas estejam em contradição com os valores
pessoais do sujeito; se essa contradição interna não for equacionada, faltará
motivação para agir.
Como o Coach aborda essa questão?
Primeiro é
preciso fazer perguntas para ajudar o coachee a identificar com clareza as
causas do desânimo. Verificar se ele tem uma percepção nítida dos seus desejos
e planos para o futuro, se tem clareza do que pretende realizar, das mudanças
que deseja fazer na sua vida. Sendo esse o caso, o caminho natural será
prosseguir com os questionamentos até que a pessoa acesse seus potenciais e
identifique a maneira mais prazerosa de canalizar esses potenciais para a
realização pessoal. Definida uma direção a seguir, o próximo passo será o apoio
ao coachee para a definição de metas desafiadora e possíveis de serem
alcançadas. Em seguida, validar essas metas perante os valores pessoais do
coachee, para garantir a motivação no médio e longo prazos. Ter metas nítidas e
desafiadoras é altamente motivador.
Outra
situação desanimadora ocorre quando a pessoa tem metas definidas, porém essas
metas foram estabelecidas sem levar em conta seus valores, talentos e anseios.
Frequentemente os planos são traçados em termos práticos, visando resultados
objetivos, seguindo conselhos de pessoas bem-sucedidas ou tendências do mercado
de trabalho, ou ainda por respeito a tradições e conveniências familiares.
Ocorre que nem sempre o mais conveniente será o mais satisfatório. Cada
indivíduo tem suas tendências, desejos, valores e preferências. O que é ótimo
do ponto de vista objetivo pode tornar-se insuportável quando contraria esses
traços da individualidade.
O trabalho
do Coach começará por uma verificação da ecologia
da meta(2), de modo que o coachee identifique os fatores de
incongruência causadores do desânimo. Feito isso, ajudar o coachee a
inventariar talentos, sonhos e os recursos pessoais que já tem e os que ainda
lhe faltam para alcançar os objetivos capazes de lhe proporcionar satisfação.
Esse inventário possibilitará ajustar os objetivos anteriormente estabelecidos,
ou descartá-los em troca de novos objetivos mais satisfatórios e motivadores. Esse
caminho levará à definição de novas metas de resultado, plenamente alinhadas
com o código de valores internos do coachee, produzindo um estado de ânimo
intensamente motivado.
Então as metas vencem a depressão?
Quando a
tristeza e o desânimo forem causados pela falta de perspectivas, ou por
perspectivas insatisfatórias, sim. Metas alinhadas com as tendências, os
desejos, os valores e as preferências pessoais são estimulantes fortíssimos
para a produção do coquetel de hormônios que estimulam o organismo a agir,
reagir e interagir com maior intensidade, como a ocitocina, a serotonina, a
endorfina, a dopamina e a adrenalina.
Entretanto,
como dissemos no início, quando a depressão for causada por trauma, psicose ou
transtorno neuropsíquico, é assunto para psicólogos, neurologistas e
psiquiatras.
∞8∞
(1) Valores pessoais são referenciais éticos, indicativos de certo ou errado, vale a pena ou não vale, devo ou não devo etc. Quando a meta é validada por um valor pessoal, haverá motivação
para alcançá-la. Se a meta não for validada por esse código de ética pessoal, a
tendência é que se perca motivação durante o processo. Voltarei ao assunto em
outro artigo.
(2) Sobre a ecologia da meta falarei em um próximo artigo, pois
o assunto merece atenção. Refere-se ao caráter benigno que a meta deve ter, a
fim de ter validade a longo prazo; é importante verificar se a meta não poderá,
de algum modo, causar dano a terceiros ou ao próprio sujeito.
∞8∞
Quer fazer
uma pergunta para o Coach? Mande sua mensagem para albertocenturiao@gmail.com .
Quem é Alberto Centurião?
Coach certificado pela Sociedade Latino Americana de Coaching e International
Association of Coaching−Institutes, com especialização em coaching
executivo e liderança coach.
Autor dos livros:
Brasil 500 Anos de Mau Atendimento – Ombudsman, a face da empresa
cidadã –Call Center ao alcance
de todos − Livrinho! (Micropoemas)
– O Caminho, Uma história de Coaching (E-book).
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
Coaching Nutela X Coaching Raiz
Você sabe o que é Coaching? Não sabe? Mais ou menos? Tem uma vaga ideia?
Sabe o que aconteceu quando a
música sertaneja começou a fazer sucesso e o estilo brega entrou em decadência?
Sim, você sabe. Ocorreu uma migração em massa de artistas bregas para o estilo
sertanejo, resultando no surgimento de um gênero novo, que incorporava
elementos importados do pop com os arranjos vocais em terça para traduzir
aquela interminável dor-de-corno que os bregas tanto amam e faz parte do seu
DNA. Foi aí que os músicos sertanejos de origem, aqueles legítimos herdeiros
dos “caipiras” nutridos no nosso folclore e que fizeram um esforço heroico para
obter o reconhecimento da música sertaneja, reagindo a esse processo de
descaracterização, criaram o termo “sertanejo raiz” para identificar o produto
original, sem aditivos e adulterações. E chamaram de “sertanejo nutela” a toda
corrente que incorporava modismos de ocasião.
Pois é, foi isso que
aconteceu com o Coaching, um nome estranho para uma metodologia nova, que
começou a ganhar visibilidade no Brasil exatamente quando começou a ser
questionada a eficácia da literatura de autoajuda e dos palestrantes
motivacionais. Percebendo seu mercado ameaçado pelo desgaste da imagem, esses
profissionais precisavam de uma nova roupagem, uma nova denominação, um novo
rótulo, para continuarem a vender “a qualidade de sempre, agora em nova
embalagem”. Nos modismos do RH, o Coaching era a bola da vez... E logo uma
legião de palestrantes motivacionais, treinadores indoor e outdoor, terapeutas disso
e daquilo, consultores comportamentais, gurus e xamãs formaram fila para vestir
o novo figurino, afixando adesivos de COACHING em letras brilhantes nas suas
latinhas que continham exatamente o mesmo conteúdo de sempre. A velha latinha, AGORA
COACHING! A qualidade de sempre, agora em nova embalagem.
E foi assim que surgiu a onda
do Coaching Nutela, que se alastrou feito praga, descaracterizando o termo
Coaching a ponto de virar piada. Ante o ridículo atroz a que sua atividade vem
sendo exposta em todos os meios de comunicação, por conta das inúmeras
bizarrias e esquisitices apregoadas e praticadas em seu nome, resta aos coaches
de origem, quando questionados, a mesma resposta dos sertanejos fiéis a suas
origens:
Hoje tem dois tipos de
Coaching no mercado – o Coaching Raiz
e o Coaching Nutela. Ou, para os mais
antigos, Coaching Viúva Porcina, a que
era sem nunca ter sido.
Alberto Centurião
Coach certificado pela Sociedade Latino Americana de Coaching e
International Association of Coaching−Institutes, com especialização em
coaching executivo e liderança coach.
Autor dos livros:
Brasil 500 Anos de Mau Atendimento – Ombudsman, a face da empresa
cidadã –Call Center ao alcance
de todos − Livrinho! (Micropoemas)
– O Caminho, Uma história de Coaching (E-book).
sábado, 16 de janeiro de 2021
Coaching é treinamento motivacional?
Coaching não é “treinamento motivacional”. Aliás, não é treinamento e não se insere entre as chamadas “técnicas motivacionais”.
Como
acontece com toda novidade que dá certo, o termo Coaching vem sendo vítima de apropriação indébita por grande número
de oportunistas que procuram se revestir do pretenso prestígio que isso lhes possa render.
O mesmo
fenômeno aconteceu com o termo consultor, que foi banalizado à exaustão, até
ser esvaziado do sentido técnico. Hoje qualquer vendedor ou prestador de
serviços se autodenomina consultor disto, consultor daquilo.
Havia um segmento
próspero no mercado de palestras, cursos e orientação pessoal/profissional,
denominado genericamente de auto-ajuda,
ou autoajuda, após o novo acordo
ortográfico. Porém esse termo foi sendo descaracterizado por conta da
massificação, perdendo prestígio e credibilidade à medida que mais difuso se
tornava. Com a decadência do mercado de autoajuda, muitos “palestrantes e treinadores
motivacionais” trataram de pegar carona na nova estrela em ascensão... E o Coaching era a bola da vez.
O fato do Coaching
não ter um nome correspondente em português em mesmo em inglês demanda
explicações, já que o termo Coach se
aplica a uma considerável gama de profissionais e atividades, que inclui
cocheiros, técnicos de esportes e treinadores em geral, facilitou a
transferência da geleia geral para a rotulagem Coaching. Como se dizia antigamente, “a qualidade de sempre agora em nova embalagem”.
O Coach não
é um treinador, nem um motivador profissional. Não confundir
com o coach de esportes, ele sim um
treinador. Para entender que é o Coach
(do Coaching), é preciso primeiro
entender o que é Coaching.
Coaching é
uma metodologia de apoio individualizado para a identificação e o
desenvolvimento das potencialidades do Coachee,
com vistas à definição e atingimento de metas pessoais. Coachee é como se chama o cliente no processo de Coaching.
É importante
esclarecer que Coaching não é uma técnica,
mas uma metodologia, ou seja, uma
forma de abordagem que se abre para a aplicação de inúmeras técnicas
dialógicas, vivenciais e processuais, empregadas pelo Coach com a finalidade de franquear ao Coachee o acesso aos próprios recursos pessoais, bem como à
identificação de seus propósitos e alinhamento desses propósitos com os valores
pessoais.
A finalidade
dessa abordagem é estabelecer um roteiro seguro de evolução pessoal, seja na
esfera profissional ou existencial, definindo metas de resultado a serem alcançadas
em decorrência da realização das metas de processo sequencialmente
estabelecidas. Simplificando: Compreender a situação atual para, a partir dela,
estabelecer uma situação desejada, ou Meta
de Resultado. Uma vez conhecidos o ponto de partida e o ponto de chegada, é
hora de traçar um roteiro de viagem, ou Plano
de Ação, para a jornada realizadora.
É fácil
perceber que esse processo resultará em um estado motivado, porém decorrente da
autoestimulação e não de estímulos externos ou práticas artificiosas. Uma Meta de Resultado livremente escolhida
pelo Coachee, após validação pelo
código pessoal de valores, resultará em comprometimento e empenho na sua
realização.
Nos próximos
artigos entraremos em detalhes sobre os múltiplos aspectos envolvidos no
desenvolvimento do Coaching.
Quer fazer uma pergunta para o
Coach? Mande sua mensagem para albertocenturiao@gmail.com .
sábado, 9 de janeiro de 2021
– Coaching serve para quê? Para quem?
Você está satisfeito/satisfeita com a carreira? Já chegou à posição profissional que sempre quis? Sua vida está do jeito que você deseja e a saúde, uma maravilha? Você pensa que “se melhorar estraga”? Ou... Gostaria de conquistar uma posição de maior destaque? Está pensando em mudar de carreira? Precisa planejar a vida pós-aposentadoria? Tem um sonho ainda não realizado? Está diante de um novo desafio? Precisa tomar uma decisão difícil? Quer mudar de vida? Tem um sonho a realizar, mas desconfia da sua capacidade?
Coaching é o
instrumento para você dar uma guinada na vida e avançar em direção às suas
metas. Que metas? Seu coach vai ajudar você a defini-las. Coaching é para quem
deseja mudar. Ou, mais do que isso, precisa mudar. Pode ser que você já tenha
uma ideia clara do que deseja. Ou pode estar apenas insatisfeito com a situação
atual, ou numa fase em que a vida exige mudanças. Pode estar a viver um
fim de ciclo, ou o início de um novo ciclo e tem necessidade de lançar um olhar
estratégico sobre a situação para planejar o futuro.
− Lembrando
sempre que a meta é sua, o caminho é seu e você é a única pessoa que pode
percorrê-lo.
Para
entender o que é o Coaching, é bom entender primeiro o que não é.
Coaching não
é “treinamento motivacional”. O coach não é um treinador, nem um motivador
profissional. Não confundir com o coach
de esportes, ele sim um treinador.
Não é
psicoterapia, que focaliza a saúde mental (emocional, cognitivo, comportamental) do sujeito. O foco do
Coaching é a identificação e realização das metas pessoais.
Não é
consultoria, consultor é um especialista em orientar, aconselhar, dizer o que
deve ser feito. O Coach não decide nem orienta, no Coaching as escolhas são
todas do cliente, é você quem toma as
decisões.
Coaching não
é uma técnica, mas sim uma metodologia de abordagem e alinhamento
da realidade pessoal do coachee, como
nossos clientes são chamados. Isso significa que existem protocolos a serem
respeitados em um processo estruturado que tem como ponto de partida a situação
atual do coachee, passa pela identificação e definição de metas a serem
alcançadas e pela construção de um projeto pessoal, ou plano de ação a ser
implementado por ele para alcançar sua meta.
O Coaching se fundamenta em alguns princípios:
1) A pessoa mais indicada para decidir como a vida deve ser vivida é o próprio sujeito;
2) A opinião do Coach é irrelevante, as únicas respostas que importam são as respostas do cliente;
3) O
Coach trabalha com o mapa mental e os valores pessoais do Coachee, sem impor a
ele suas próprias referências.
Mas então,
afinal de contas, o que é o Coaching?
Coaching é
uma metodologia de atendimento individual para a identificação de
potencialidades, definição de propósitos e realização de metas pessoais.
Coaching é
sobre mudanças. É para quem deseja ou precisa mudar.
Nas próximas semanas voltaremos
ao assunto.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2020
Reflexão para um ano que agoniza em pleno corredor do calendário
Tem doença que mata e doença que maltrata. Tem a que
maltrata e não mata e a fatal, definitiva, que mata sem maltratar. Tem ainda as
mais cruéis, que matam devagarinho, por gosto de maltratar.
Doença de qualquer tipo a gente não quer passar. Mas,
sendo que não tem jeito, se desse para escolher, cada um pensa dum jeito,
prefere a morte ou sofrer. Uns querem a morte súbita, liquidar logo a fatura.
Outros pedem a doença crônica, que arrasta sua asa negra no diário desconforto
que transforma o organismo num estorvo requintado, dolorido e repisado.
Mas, seja qual for, a escolha pode ser contrariada. Quem
tem saúde já sabe que essa alta é provisória e que um dia chega a hora de
baixar enfermaria. Quando adoece, não sabe se a morbidez é benigna – que só
maltrata e não mata – ou contém malignidade.
Se for benigna, ainda resta saber se crônica ou aguda:
Se tortura lentamente ou dói tudo de uma vez.
Diagnóstico acertado também não é garantia, pois tem
muita cura em falta na medicina hoje em dia. E o marketing da saúde, quando faz
o lançamento de uma nova terapia, logo inventa nova síndrome, que conduz ao
consultório nova leva de pacientes que se tornam portadores
de um novo mal incurável, mas que pode ser tratado,
permitindo ao pobre diabo viver quase normalmente, se tomar alguns cuidados e a
sua ração diária dos remédios receitados, de uso restrito e continuado.
A doença leva dor ao doente e seu entorno, que sofre,
por empatia, de perda súbita ou dó. Tem doença de varejo, que pega uma só
pessoa. E tem outras, de atacado, que logo vão produzindo estatísticas
sinistras que adornam o noticiário.
Tem distúrbio bem discreto, que causa uma dor secreta.
E tem os escandalosos, que, mais que ser dolorosos, maltratam a criatura
exibindo-lhe a figura em situação humilhante, enquanto não chega o dia de
levá-la à sepultura.
Ter doenças ninguém quer, mas ninguém delas escapa,
seja homem ou mulher. E o que mata um vivente, para outro não é nada. Uns
curam-se do incurável, outros partem desta vida por um simples resfriado.
Os tratamentos variam conforme a fé do coitado. Uns
creem na medicina, outros dela desconfiam. Uns querem curar o corpo e outros,
desencantados, procuram, resignados, tratamento paliativo ou terapia que ajude
seu espírito cansado a resistir bravamente ante a tortura cruel, sem esperança
de cura.
Seja qual for a doença, desconforto ou agonia, isso é
coisa de nascença, que se aprende desde cedo a suportar todo dia. A cura
definitiva, a remissão radical, por mais estranho que seja, é algo que ninguém
quer. Todos temem essa hora, o doente em agonia implora por mais um dia vivendo
na enfermaria. Preferem a recidiva que a alta definitiva: ter seu óbito
atestado e registrado em cartório.
Mas raciocine comigo, colega de enfermaria: Se o corpo
vive doente, entra e sai do hospital, então livrar-se do corpo será saúde,
afinal? Será, viver neste mundo, necessário tratamento para males mais
profundos? Estaremos, talvez, (− Quem diria!) numa grande enfermaria, onde uns
tomam remédio, outros fazem cirurgia, alguns inspiram cuidados e outros, mais
agravados, vivem presos a aparelhos, monitorados de perto pela equipe do
plantão?
Não sei, nem devo saber se isto faz algum sentido. Cada
um sabe de si e do texto sabe o leitor. Mas veja se não ocorre muita gente ser
curada de morbidezas da alma quando sente a morte perto, rondando-lhe a
cabeceira? Ou quando a dor lancinante trespassa o seu organismo?
Não lhe parece também que algumas chagas da alma
cicatrizam quando o corpo em chagas se desmilingue? Ou que algumas pessoas
melhoram sensivelmente enquanto o corpo adoece?
Mas nem sempre isso acontece, eu concordo com o
leitor. Tem quem sofre e não aprende e o que aprende sem sofrer. Sucede que se
esta vida for mesmo um grande hospital, terapias alternativas devem estar
disponíveis. Que se trate como quer, do jeito que lhe aprouver.
Concordo que algumas vezes a gente não tem escolha,
mas será que nesses casos a escolha foi sendo feita aos poucos, devagarinho,
assim definindo o caminho que conduz à enfermaria?
Peço, releve o leitor assunto tão enfermiço, inda mais
numa hora destas, em cima do fim do ano, quando todos fazem planos e formulam
seus desejos de saúde e coisas boas.
É que hoje estou sorumbático, talvez um tanto apreensivo,
pensando que estar no mundo deve ter algum motivo.
Mas saibam que neste corpo, mesmo que meio imperfeito,
meu coração bate forte, em código Morse afetivo, mensagens esperançosas de quem
busca nas palavras a cura da minha alma, palmo a palmo com a sua, nesta drágea
de poesia.
AC- Sampa, 31/12/12.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2020
Propósito Pessoal Para 2021
Promessas de Ano Novo nem sempre são cumpridas. Já se perguntou por quê?
Final de
ano... Período complexo, de um ano em que os ritmos da vida foram drasticamente
alterados, interrompidos, quebrados...
Quer você
esteja em monástico recolhimento na intimidade silenciosa da sua quarentena, ou
em febricitante expectativa para pular as ondinhas na imprudência de uma praia
superlotada, o fato é que a passagem de ano induz à reflexão sobre a vida, numa
avaliação quase contábil do quanto avançamos no ano que se finda, formulando
propósitos a serem cumpridos no novo ano em perspectiva.
Entra dia,
sai dia, porém, entra ano e sai ano... E as promessas frequentemente acabam
caindo no vazio do esquecimento. Por que será?
Claro que
existem circunstâncias impeditivas ou novos caminhos que se abrem... Mas o que
mais frequentemente acontece é que você simplesmente esquece a promessa tão
fervorosamente formulada. Sabe por quê? Porque não era importante. Discorda de
mim? Acredita mesmo que o propósito estabelecido tinha grande importância?
Talvez sim, talvez fosse importante... Mas será que era realmente importante
para você? Pense bem se não havia alguma coisa mais importante a atrair sua
atenção e canalizar seus esforços?
Se você
pretende cumprir as promessas de Ano Novo, verifique se os propósitos
formulados são realmente importantes... Para você.
Perguntas para a formulação de
propósitos de Ano Novo:
1. Quanto eu já realizei até aqui?
a. Quais as minhas principais
conquistas anteriores?
b. Quais as minhas competências?
2. Qual o meu propósito a ser
realizado em 2021?
a. Está ao meu alcance essa
realização?
b. Por que isso é importante?
c. Existe outro objetivo mais
importante, que poderá distrair minha atenção do propósito estabelecido?
d. Em caso afirmativo, seria esse o
meu verdadeiro propósito para 2021?
e. Eu realmente desejo essa
conquista?
f.
Isso é realmente importante para mim?
g. Eu realmente desejo isso?
h. O que eu vou conseguir com isso?
i.
O que tenho a ganhar? E a perder?
j.
Quão intensamente feliz eu vou me sentir?
3. O que já tenho e o que me falta
para alcançar meu propósito?
a. Quais as minhas melhores
habilidades?
b. Talentos e qualidades que posso
aproveitar melhor?
c. Conhecimentos que me faltam?
d. Habilidades que preciso
desenvolver?
e. Quais as mudanças de hábitos
envolvidas no meu propósito?
4. Qual o passo a passo para
alcançar o que quero?
a. Posso fazer um fracionamento
mensal da minha jornada?
b. Estabelecendo uma linha do tempo
para criar um cronograma de ações... O que farei em janeiro? / Em fevereiro? /
Em março...???
c. O que posso fazer ainda hoje,
que dependa só de mim, para dar o primeiro passo dessa jornada, provando a mim
mesmo o meu engajamento?
d. Como saberei que estou avançando?
Existe um modo de eu monitorar o processo mês a mês, a fim de confirmar o
progresso ou me alertar para atrasos no processo?
5. Qual a minha flexibilidade no
processo?
a. Quais as minhas reservas extra...
De recursos? De conhecimentos?
b. Qual o meu grau de disposição
para as necessárias mudanças de hábitos?
c. Existe um plano B?
d. Eu desejo realmente mudar?
6. Como eu me sentirei em dezembro
de 2021, tendo conseguido meu propósito?
a. EU QUERO?
b. EU POSSO?
c. VAI SER BOM?
i.
Para mim?
ii.
Para os outros envolvidos?
d. EU MEREÇO?
Esse
questionário é uma boa referência do que o seu Coach perguntaria a você em uma
sessão para definir os propósitos para o Ano Novo.
Feliz VOCÊ em 2021!
Quer fazer
uma pergunta para o Coach? Mande sua mensagem para albertocenturiao@gmail.com .
Quem é Alberto Centurião?
Coach certificado pela Sociedade Latino Americana de Coaching e
International Association of Coaching−Institutes, com especialização em
coaching executivo e liderança coach.
Autor dos livros:
Brasil 500 Anos de Mau Atendimento – Ombudsman, a face da empresa
cidadã –Call Center ao alcance
de todos − Livrinho! (Micropoemas)
– O Caminho, Uma história de Coaching (E-book).



